
A Ascensão da Civilização dos Trolls
(16.000 anos antes do Warcraft I)
Muito tempo antes dos orcs e humanos colidirem em sua Primeira Guerra (correspondente ao Warcraft I), o mundo de Azeroth era um só continente volumoso, cercado pelo mar. Aquele grande continente, conhecido como Kalimdor Primordial, abrigou várias raças e criaturas que competiam pela sobrevivência entre os elementos selvagens do mundo que despertava. No centro do escuro continente estava um lago misterioso de energias incandescentes. O lago, que seria chamado depois de Fonte da Eternidade, era o verdadeiro coração da magia e poder natural do mundo. Tirando suas energias da infinita Grande Escuridão além do plano, o lago agia como uma fonte mística, que enviava suas potentes energias pelo mundo para nutrir a vida em todas suas formas maravilhosas.
Entre as muitas raças que surgiam no continente, uma se sobressaiu crescendo até formar um império. Eram os trolls da tribo Zandalar, da qual todos os trolls modernos descendem. No geral, os Zandalari valorizavam o conhecimento acima de todo o resto, mas uma porção significativa da tribo possuía uma sede de conquista em vez disso. Esses trolls descontentes eventualmente partiram para formar suas próprias tribos. Com o passar do tempo os remanescentes da tribo Zandalar passaram a ser considerados como uma casta autoritária de sacerdotes para todos os trolls. Os Zandalari trabalharam sem descanso para registrar e preservar a história e as tradições dos trolls, e esses sábios atuaram para o bem da civilização troll como um todo. Amplamente respeitados pelos seus iguais, os Zandalari permanecem até os dias de hoje envolvidos com as políticas do seu povo.
A partir das tribos que se separaram dos Zandalari, dois impérios troll ascenderam. O Império de Gurubashi nas selvas do Sudeste e o Império Amani nas florestas meridionais. Muitas tribos menores acabaram mais longes das terras civilizadas, parando no extremo Norte onde se estabilizaram na região que depois passaria a ser conhecida como Fenda do Norte (Northrend). Essas tribos formaram uma nação menor chamada Zul’Drak, mas esse reino nunca atingiu o tamanho e a prosperidade dos impérios do sul.
Os dois impérios dos trolls tinham pouco amor um pelo outro, mas seus conflitos raramente chegavam até o ponto da guerra. Naquela época o maior inimigo deles era um terceiro império, a civilização de Azj’Aqir. Os aqirs eram uma raça de insectóides inteligentes que reinavam nas terras do extremo oeste. Esses sagazes insectóides eram extremamente expansionistas e incrivelmente malignos. Os aqirs eram obcecados em erradicar toda a vida não insectóide das terras de Kalimdor.
Os trolls combateram os aqirs por mil anos, mas nunca conseguiram obter uma vitória definitiva. Eventualmente, devido à persistência dos trolls, Azj’Aqir partiu-se ao meio. Seus cidadãos partiram para colônias isoladas nas regiões extremas do continente. Duas cidade-estado dos aqirs emergiram, Ajol’Nerub nas tundras do Norte e Ahn’Qiraj no deserto do Sul. Embora os trolls suspeitassem que houvesse outras colônias de aqirs sob Kalimdor, suas existências nunca foram verificadas. Com os insectóides exilados, os dois impérios troll retornaram aos seus negócios, sem nenhum dos dois expandir muito longe de suas fronteiras originais.
Os Kaldoreis e o Poço de Eternidade
(14.000 anos antes do Warcraft I)
Os Kaldoreis e o Poço de Eternidade
(14.000 anos antes do Warcraft I)
Dois milênios após a ascensão dos trolls uma tribo primitiva de humanóides noturnos cautelosamente construiu seus alicerces no centro do continente, às extremidades da Fonte da Eternidade. Esses humanóides ferais e nômades, puxados pelas energias estranhas do lago, construíram casas simples em suas costas tranqüilas. Com o passar do tempo, o poder cósmico da Fonte afetou a tribo, tornando-os mais fortes e sábios, além de virtualmente imortais. A tribo adotou o nome Kaldorei que significa “crianças das estrelas” na sua língua nativa. Para celebrar a sociedade deles que estava brotando, eles construíram grandes estruturas e templos ao redor das margens do lago.
Os kaldoreis, ou elfos noturnos como eles seriam conhecidos depois, adoravam a deusa da lua, Elune, e acreditavam que ela dormia dentro das profundezas vislumbrantes da Fonte da Eternidade durante as horas de luz do dia. Os sacerdotes e videntes dos kaldoreis estudaram o lago com uma curiosidade insaciável, determinados a descobrir os seus poderes e segredos ocultos. Conforme sua sociedade cresceu, os elfos noturnos exploraram a vasta extensão de Kalimdor e encontraram seus outros habitantes. As únicas criaturas que foram capazes de conte-los eram os antigos e poderosos dragões. As grandes bestas serpentinas eram reclusas, mas eles faziam muito para salvaguardar as terras conhecidas de ameaças em potencial. Os kaldoreis descobriram que os dragões ficaram responsáveis como os protetores do mundo, e concordaram que era melhor deixar eles e seus segredos sozinhos.
Com o tempo, a curiosidade dos kaldoreis os levou a encontrar e ajudar várias entidades poderosas, entre elas estava Cenarius, um semi-deus das florestas primordiais. Cenarius acabou se apaixonado pelos inquisitivos elfos noturnos, e muitas vezes gastava seu tempo os ensinando sobre o mundo natural. Os tranqüilos Kaldoreis desenvolveram uma empatia forte pelas florestas de Kalimdor e se fascinavam com o equilíbrio harmonioso da natureza.
Como a idade aparentemente infinita, a civilização dos elfos noturnos ampliou seu território e sua cultura. Seus templos, estradas e habitações foram espalhados pelo escuro continente. Nesse período Azshara ascendeu ao trono, e então a capital do império foi renomeada Zin-Azshari em homenagem à rainha bela e talentosa dos kaldoreis. Azshara construiu um imenso e maravilhoso palácio na costa da Fonte da Eternidade que abrigou seus servos mais prestigiados dentro de seus elegantes corredores. Os servos dela, a quem ela chamava de Quel’Dorei (“Bem Nascidos” em darnassiano), a amaram loucamente por todo seu reinado e se acreditavam superiores ao resto dos seus irmãos. Embora a Rainha Azshara fosse amada igualmente por todas as pessoas, os Bem Nascidos foram secretamente invejados e repugnados pelo resto dos elfos noturnos.
Compartilhando da curiosidade dos sacerdotes para com a Fonte da Eternidade, Azshara ordenou aos Bem Nascidos que examinassem seus segredos e revelassem seu verdadeiro propósito no mundo. Os Bem Nascidos então estudaram o lago incessantemente, até que eles desenvolveram a habilidade de manipular e controlar suas energias cósmicas. Como o progresso de suas experiências, os Bem Nascidos aprenderam que eles podiam usar os poderes que haviam descoberto para criar ou destruir conforme a sua vontade. Os Bem Nascidos descuidadamente tinham tropeçado em magia arcana primitiva e decidiram dedicar-se a seu domínio. Embora eles concordassem que aquela magia era perigosa para se controlar irresponsavelmente, Azshara e os Bem Nascidos dela começaram a praticar os seus feitiços despreocupadamente. Cenarius e muitos estudantes dos kaldoreis advertiram sobre a calamidade que resultaria de brincar com as artes claramente voláteis da magia arcana. Mesmo assim, a rainha e os seus seguidores continuaram obstinadamente ampliando os poderes recém descobertos.
Conforme seus poderes cresceram, uma mudança distinta ocorreu com Azshara e os Bem Nascidos. A classe alta, arrogante e indiferente ficou crescentemente calosa e cruel com os seus compatriotas kaldoreis. Uma mortalha escura e pesada ocultou a antiga beleza da rainha. Ela começou a se retirar de seus assuntos amorosos e se recusou a interagir com qualquer um que não fossem os seus fiéis sacerdotes Quel’Dorei.
Um jovem estudante chamado Malfurion Fúria da Tempestade que tinha gastado muito de seu tempo estudando as artes primitivas do druidismo começou a suspeitar que um poder terrível estivesse corrompendo os Bem Nascidos e a amada rainha deles. Embora ele não pudesse conceber o mal que estava por vir, ele sabia que as vidas dos kaldoreis logo mudariam para sempre…
A Guerra dos Anciões
(10.000 anos antes do Warcraft I)
A Guerra dos Anciões
(10.000 anos antes do Warcraft I)
O uso despreocupado da magia arcana pelos Bem Nascidos enviou ondulações de energia da Fonte da Eternidade que espiralaram para a Grande Escuridão. As ondulações fluidas de energia foram sentidas por terríveis mentes estrangeiras. Sargeras, o Destruidor de Mundos e grande inimigo de toda a vida sentiu as ondulações e foi atraído ao seu distante local de origem. Espiando o mundo primordial de Azeroth e sentindo as energias ilimitadas da Fonte da Eternidade, Sargeras foi consumido por uma fome insaciável. O grande deus sombrio do vazio sem nome resolveu destruir o mundo e reivindicar suas energias para si.
Sargeras juntou a sua vasta Legião Flamejante e começou a viajar para o mundo despreocupado de Azeroth. A Legião era composta por um milhão de demônios berrantes, arrancados de todos os cantos distantes do universo, e eles tinham sede de conquista. O tenente de Sargeras, Archimonde o Profanador e seu segundo em comando, Mannoroth o Destruidor prepararam seus asseclas infernais para atacar.
A Rainha Azshara, subjugada pelo êxtase terrível de sua magia, virou uma vítima do poder inegável de Sargeras e concordou em lhe conceder entrada para o seu mundo. Até mesmo seus servos Bem Nascidos se entregaram para a corrupção inevitável da magia arcana e começaram a adorar o Titã Caído como um deus. Para mostrar a sua submissão à Legião os Bem Nascidos ajudaram sua rainha abrindo um vasto portal dentro das profundezas da Fonte da Eternidade.
Uma vez que todas as suas preparações tinham sido feitas, Sargeras começou a invasão catastrófica de Azeroth. Os guerreiros demoníacos da Legião Flamejante assaltaram o mundo através da Fonte e sitiaram as cidades dormentes dos kaldoreis. Conduzida por Archimonde e Mannoroth, a Legião proliferou em cima das terras de Kalimdor, deixando somente cinzas e tristeza em seu caminho. Os bruxos malignos invocaram infernais flamejantes que chegavam em meteoros destrutivos e se chocavam com os pináculos graciosos dos templos de Kalimdor. Um bando ardente de assassinos sanguinários conhecidos como Guardas da Perdição (Doomguards) marcharam pelos campos do continente enquanto matavam tudo em seu caminho. Matilhas de Caçadores Cruéis (Fel Hunters) selvagens saquearam a zona rural sem oposição. Embora os valentes guerreiros kaldoreis se esforçassem para defender sua pátria ancestral, eles foram forçados a ceder lentamente, centímetro por centímetro, perante o ataque furioso da Legião.
Recaiu sobre Malfurion a responsabilidade de encontrar ajuda para seu povo. Malfurion cujo próprio irmão, Illidan, praticava as magias arcanas dos Bem Nascidos, estava enraivecido pela corrupção crescente entre a classe alta. Após convencer Illidan a abandonar a obsessão perigosa dele, Malfurion saiu para achar Cenarius e reunir uma força de resistência. A jovem e bonita sacerdotisa, Tyrande Sussuro do Vento, concordou em acompanhar os irmãos em nome de Elune. Embora Malfurion e Illidan compartilhassem um amor pela desejável sacerdotisa, o coração de Tyrande pertencia só ao druida. Illidan ficou recendido ao ver seu irmão engajar um romance com Tyrande, mas soube que a sua preocupação não era nada comparada à dor de seu vício mágico.
Illidan, que tinha se tornado dependente da magia arcana, lutou pelo controle contra a fome opressiva que sentia para pegar uma vez mais a energia da Fonte. Porém, com o apoio paciente de Tyrande, ele pôde se conter e ajudar seu irmão a achar o recluso semi-deus. Cenarius, que vivia dentro da sagrada Clareira da Lua (Moonglade) aos pés do distante Monte Hyjal, decidiu apoiar os kaldoreis, achando os dragões antigos e recrutando-os para ajudá-los. Os dragões, conduzidos pela grande leviatã vermelha Alexstrasza, concordaram em enviar suas poderosas revoadas para matar os demônios e seus mestres malignos.
Cenarius chamou os espíritos das florestas encantadas e reuniu um exército de homens-árvore antigos conhecidos como Ancients, conduzindo-os contra a Legião em uma agressão terrestre ousada. Conforme os aliados dos elfos noturnos convergiram contra o templo de Azshara e a Fonte da Eternidade, a guerra estourou. Apesar do poder dos seus novos aliados, Malfurion e seus colegas perceberam que a Legião não poderia ser derrotada apenas com força marcial.
Conforme a batalha titânica cresceu em fúria ao redor da cidade capital de Zin-Azshari, a rainha desiludida esperou antecipadamente pela chegada de Sargeras. O senhor da Legião Flamejante estava se preparando para atravessar a Fonte da Eternidade e entrar no mundo saqueado. Quando sua sombra impossivelmente grande se aproximou da superfície furiosa da Fonte, Azshara juntou os seus mais poderosos seguidores Bem Nascidos. Só unindo as suas magias em um feitiço focalizado eles poderiam criar um portal grande o bastante para o Titã Caído entrar.
A batalha se enfurecia pelos campos ardentes de Kalimdor quando uma mudança terrível de situação se desdobrou. Neltharion, o Aspecto Dracônico da Terra, convenceu os seus irmãos Aspectos a lhe concederem o seu poder para criar um artefato poderoso denominado Alma Dracônica (Dragon Soul) para derrotar os exércitos da Legião Flamejante. Mas a ligação de Neltharion com as profundezas do mundo fez com que ele tivesse entrado em contato com os Deuses Antigos, que haviam infectado a sua mente. Então eles começaram a sussurrar palavras de loucura para o Aspecto Negro, que começou a se romper enquanto chamas raivosas estouravam da pele escura dele. Se renomeando Asa Letal (Deathwing), o dragão ardente se virou contra seus quatro irmãos e com um único golpe exterminou quase toda a Revoada Azul.
A traição súbita de Neltharion foi tão destrutiva que as cinco revoadas nunca se recuperaram verdadeiramente. Feridos e chocados, Alexstrasza e os outros dragões foram forçados a abandonar seus aliados mortais. Malfurion e seus companheiros, agora foram desesperadamente excedidos em número, quase não sobreviveram à conclusão da batalha.
Malfurion, convencido que a Fonte da Eternidade era a ligação umbilical dos demônios para o mundo físico, insistiu que deveria ser destruída. Os companheiros dele, sabendo que a Fonte era a responsável por sua imortalidade e poderes, ficaram horrorizados pela idéia precipitada. Mas Tyrande viu a sabedoria da teoria de Malfurion e então convenceu Cenarius e seus companheiros a atacar violentamente o templo de Azshara e achar um modo de acabar com a Fonte da Eternidade.
A Fragmentação do Mundo
A Fragmentação do Mundo
Sabendo que a destruição da Fonte o impediria de brandir novamente a magia, Illidan egoístamente abandonou o grupo foi advertir os Bem Nascidos do plano de seu irmão. Devido à insanidade trazida pelo seu vicio mágico e o ciúme de seu irmão com Tyrande, Illidan não sentiu nenhum remorso em trair Malfurion e apoiar Azshara e os seus seguidores. E ainda por cima, Illidan jurou proteger o poder da Fonte da Eternidade de qualquer maneira, não importando os meios necessários para isso.
Com o coração partido pela partida de seu irmão, Malfurion conduziu seus companheiros até o coração do templo de Azshara. Eles causaram uma tempestade na principal câmara de audiência quando acharam os Bem Nascidos no meio do seu sombrio encantamento final. O feitiço comunal criou um vórtice instável de poder nas profundezas turbulentas do lago. Como a sombra de Sargeras chegava cada vez mais perto da superfície, Malfurion e seus aliados se apressaram em atacar.
Azshara, tendo recebido a advertência de Illidan, estava mais que preparada para eles. Quase todos os seguidores de Malfurion caíram perante os poderes da rainha enlouquecida. Tyrande, enquanto tentava atacar Azshara por trás, foi pega pelos soldados Quel’Dorei da rainha. Embora ela conseguiu derrotar os soldados, Tyrande sofreu feridas dolorosas nas mãos deles. Malfurion entrou em um frenesi assassino quando viu seu amor cair, ele estava decidido a acabar com a vida de Azshara.
Broxigar, o Machado Vermelho, um orc veterano da primeira e segunda guerra que havia viajado no tempo sabia que os kaldoreis e seus aliados precisariam de mais tempo para fechar o portal. Então ele pulou das costas de um dragão para o centro da Fonte da Eternidade, decidido a segurar os demônios no Caos Inferior tempo suficiente para que Malfurion pudesse concluir o seu plano. Brox estava armado apenas com um machado de madeira mágico que fora criado por Malfurion, mas ele matou tantos demônios que no final estava lutando sobre uma montanha de seus corpos e chamando por mais quando atraiu a atenção de Sargeras em pessoa. O orc conseguiu um feito inimaginável, ele causou uma ferida na perna do Titã Caído antes que esse acabasse com a sua vida.
Enquanto batalha se engrandeceu dentro e fora do templo, Illidan apareceu das sombras perto da costa da grande Fonte. Produzindo um jogo de sete frascos especialmente feitos, Illidan ajoelhou-se e encheu cada um com as águas vislumbrantes do lago. Convencido que os demônios esmagariam a civilização dos elfos noturnos, ele planejou roubar as águas sagradas e manter suas energias pra si mesmo.
A batalha entre Malfurion e Azshara lançou o feitiço cuidadosamente feito pelos Bem Nascidos em caos. O vórtice instável nas profundidades da Fonte explodiu e acendeu uma cadeia catastrófica de eventos que viriam a fragmentar o mundo. A explosão volumosa agrediu o templo em suas bases e enviou tremores que rasgaram a terra torturada. Conforme a batalha horrorosa entre a Legião e os aliados dos elfos noturnos se engrandeceu mais e mais ao redor e sobre a cidade arruinada, a Fonte da Eternidade entrou em colapso desmoronando.
A explosão catastrófica resultante quebrou a terra e destruiu os céus. Depois dos terremotos causados pela implosão da Fonte as fundações do mundo foram sacudidas, os mares se apressaram em encher a ferida aberta na terra. Tinham sido dinamitados quase oitenta por cento do grande continente de Kalimdor, enquanto sobrava apenas um punhado de continentes separados que foram cercados pelo novo e bravio mar. O centro do novo oceano onde uma vez a Fonte da Eternidade estava, virou uma tempestade tumultuosa de fúria e energias caóticas. Esta cicatriz terrível, conhecida como Redemoinho (Maelstrom), nunca deixaria de girar furiosa. Permaneceria como uma lembrança constante da catástrofe terrível… E a utópica era que estava perdida para sempre.
De alguma maneira, contra todas as probabilidades, a rainha Azshara e a elite de seus Bem Nascidos conseguiram sobreviver à provação. Torturados pelos poderes que eles tinham libertado, Azshara e seus seguidores foram arrastados para baixo do mar furioso pela implosão da Fonte. Amaldiçoados eles se transformaram e assumiram novas formas, se tornando as odiosas serpentes Nagas. A própria Azshara se expandiu com ódio e raiva, enquanto se transformava em uma monstruosidade, refletindo a maldade e a malícia que sempre se esconderam dentro de seu coração sombrio. Lá, no fundo do Redemoinho, as Nagas construíram para si uma nova cidade, Nazjatar, da qual eles reconstituiriam o seu poder. Mas levou mais de dez mil anos antes das Nagas revelarem a sua existência para o mundo da superfície.
Monte Hyjal e o Presente de Illidan
Os poucos elfos noturnos que sobreviveram à explosão catastrófica se reuniram e juntos construíram balsas para lentamente fazer seu caminho até o único grande continente visto. De alguma maneira, pela graça de Elune, Malfurion, Tyrande, e Cenarius tinham sobrevivido à Fragmentação do Mundo. Os heróis cansados concordaram em conduzir os sobreviventes e estabelecer uma nova casa para as pessoas. Conforme eles viajaram em silêncio, eles inspecionaram os destroços de seu mundo e perceberam que suas paixões tinham forjado a destruição ao seu redor. Embora Sargeras e sua Legião tivessem sido banidos do mundo com a destruição da Fonte da Eternidade, Malfurion e seus companheiros pararam para ponderar o custo terrível da vitória.
Havia muitos Bem Nascidos que sobreviveram intactos à Fragmentação. Eles viajaram para a costa da nova terra junto com os outros elfos noturnos. Embora Malfurion desconfiasse dos motivos dos Quel’Doreis, ele estava satisfeito que eles não pudessem causar nenhum dano real sem as energias da Fonte.
Conforme os kaldoreis chegaram à costa da sua nova terra, eles descobriram que a montanha sagrada de Hyjal tinha sobrevivido à catástrofe. Buscando estabelecer uma casa nova para eles, Malfurion e os elfos noturnos escalaram os declives de Hyjal e alcançaram seu ápice varrido pelo vento. Eles desceram nas planícies arborizadas, e se aconchegaram entre os cumes enormes da montanha, eles acharam um lago pequeno e tranqüilo. Para seu horror, eles perceberam que as águas do lago tinham sido maculadas por magia arcana.
Illidan, que também havia sobrevivido à Fragmentação, tinha alcançado o ápice de Hyjal antes de Malfurion e os outros elfos. Em uma tentativa desesperada causada pelo seu vicio mágico, Illidan tinha derramado três dos frascos que continham as águas preciosas da Fonte da Eternidade no lago montês para manter os fluxos de magia no mundo. As energias potentes da Fonte acenderam depressa e se fundiram em uma nova Fonte da Eternidade. O triunfante Illidan, acreditando que a Fonte era um presente para as gerações futuras, ficou chocado quando Malfurion o caçou. Malfurion explicou ao seu irmão que a magia era caótica e que seu uso conduziria inevitavelmente a corrupção e conflitos. Ainda assim, Illidan recusou-se a renunciar seus poderes mágicos.
Sabendo bem aonde as idéias de Illidan eventualmente o conduziriam, Malfurion decidiu lidar de uma vez por todas com o poder de seu irmão louco. Com a ajuda de Cenarius, Malfurion prendeu Illidan dentro de uma prisão subterrânea vasta onde ele permaneceria preso e impotente até o fim dos tempos. Para assegurar a retenção de seu irmão, Malfurion designou a jovem vigilante Maiev Canção Sombria para ser a carcereira pessoal de Illidan.
Temendo que destruindo a nova Fonte eles pudessem provocar uma catástrofe ainda maior, os kaldoreis decidiram deixá-la intocada. Porém, Malfurion declarou que eles nunca mais praticariam novamente as artes da magia arcana. Debaixo dos olhos alertas de Cenarius, eles começaram a estudar as artes antigas do druidismo que os permitiria curar a terra saqueada e re-cultivar suas florestas amadas na base do Monte Hyjal.
A Árvore do Mundo e o Sonho Esmeralda
(9.000 anos antes do Warcraft I)
(9.000 anos antes do Warcraft I)
Por muitos anos, os elfos noturnos trabalharam incansavelmente para reconstruir o que eles puderam da sua antiga pátria. Deixando seus templos quebrados e estradas cobertas, eles construíram suas casas novas entre as árvores verdes e colinas sombreadas à base do Hyjal. Há tempos, os dragões que tinham sobrevivido à grande Fragmentação do Mundo saíram dos seus domicílios secretos.
Alexstrasza, Ysera e Nozdormu desceram nas clareiras tranqüilas dos druidas e inspecionaram os frutos do trabalho dos elfos noturnos. Malfurion que tinha se tornado um Arquidruida de imenso poder, cumprimentou os dragões poderosos e lhes falou sobre a criação da nova Fonte da Eternidade. Os grandes dragões ficaram alarmados por ouvir tais notícias e especularam que enquanto a Fonte permanecesse a Legião Flamejante poderia um dia retornar para assaltar o mundo mais uma vez. Malfurion e os três dragões fizeram um pacto para manter a Fonte segura e garantir que os agentes da Legião nunca mais achariam um modo de invadirem seu mundo.
Alexstrasza, a Provedora da Vida, colocou uma única e encantada semente dentro do coração da Fonte da Eternidade. A semente, ativada pelas potentes águas mágicas, deu vida a uma árvore colossal. As raízes poderosas da árvore cresceram nas águas da Fonte, e seu pálio verde parecia raspar o telhado dos céus. A imensa árvore seria um símbolo perpétuo do laço dos kaldoreis com a natureza, e suas energias se estenderiam para curar o resto do mundo com o passar do tempo. Os elfos noturnos deram para sua Árvore do Mundo o nome de Nordrassil (“Coroa dos Céus” em darnassiano).
Nozdormu, o Atemporal, colocou um encanto na Árvore Mundial para assegurar que enquanto a árvore colossal permanecesse de pé os elfos noturnos nunca os envelheceriam ou cairiam doentes.
Ysera, a Sonhadora, também colocou um encanto na Árvore Mundial unindo-a ao próprio seu reino, a dimensão etérea conhecida como o Sonho Esmeralda. O Sonho, um mundo espiritual vasto e em constante mutação, existe fora dos limites do mundo físico. Do Sonho, Ysera regulou o fluxo da natureza e o caminho evolutivo do próprio mundo. Os druidas, inclusive o próprio Malfurion, Foram ligados ao Sonho Esmeralda pela Árvore Mundial. Como parte do pacto místico, os druidas concordaram em dormir durante séculos de forma que seus espíritos poderiam vagar nos caminhos infinitos do Sonho de Ysera.
Exílio dos Alto-Elfos
(7.300 anos antes do Warcraft I)
Exílio dos Alto-Elfos
(7.300 anos antes do Warcraft I)
Com o passar dos séculos, a nova sociedade dos elfos noturnos cresceu forte e se expandiu ao longo da floresta que eles vieram a chamar de Vale Cinzento (Ashenvale). Muitas das criaturas e espécies que eram abundantes antes da Fragmentação do Mundo, como furbolgs e quilboars, reapareceram e floresceram na terra. Debaixo da liderança benevolente dos druidas, os elfos noturnos desfrutaram uma era de paz sem precedente e tranqüilidade sob as estrelas.
Porém, muitos dos sobreviventes Bem Nascidos originais começaram a ficar inquietos. Como Illidan antes deles, eles se tornaram vitimas da sede que vinha da perda de suas desejadas magias. Eles foram tentados a obter as energias da Fonte da Eternidade e retomar a prática de suas magias arcanas. Dath’Remar, o Impertinente, começou a ridicularizar os druidas publicamente, chamando-os de covardes por recusar a usar as magias que, segundo ele, eram suas por direito. Malfurion e os druidas ignoraram os argumentos de Dath’Remar e advertiram os Bem Nascidos que qualquer uso de magia arcana seria punido com a morte. Em uma insolente e infortuna tentativa de convencer os druidas para rescindir a lei, Dath’Remar e seus seguidores soltaram uma terrível tempestade mágica no Vale Cinzento.
Os druidas não puderam matar tantos de sua raça, então decidiram exilar os descuidados Bem Nascidos de suas terras. Dath’Remar e seus seguidores, contentes por estarem livres afinal dos seus primos conservadores, subiram a bordo de vários navios especialmente feitos e saíram velejando pelos mares. Embora nenhum deles soubesse o que os esperavam além das águas do furioso Redemoinho, eles estavam ansiosos para estabelecer sua própria pátria onde eles poderiam praticar suas desejadas magias com impunidade. Os Bem Nascidos, ou Quel’Doreis, como Azshara tinha os batizado em eras passadas, fixaram-se nas terras orientais onde os homens eventualmente chamariam de Lordaeron. Eles planejaram construir seu próprio reino mágico, e rejeitariam os preceitos noturnos de adoração a lua. A partir de então, eles abraçariam o sol e se chamariam de Alto-Elfos.
As Sentinelas e a Longa Vigília
Com a partida de seus primos teimosos, os elfos noturnos voltaram sua atenção à custódia de sua pátria encantada. Os druidas, sentindo que seu tempo de hibernação estava cada vez mais perto, preparam-se para dormir e deixar para trás seus familiares. Tyrande que tinha se tornado a Alta Sacerdotisa de Elune falou para seu amor, Malfurion, não ir para o Sonho Esmeralda de Ysera. Mas Malfurion honrou seu acordo e entrou nos inconstantes sonhos, a sacerdotisa despediu-se com um adeus e jurou que eles nunca estariam longe se eles se agarrassem no seu verdadeiro amor.
Deixada só para proteger Kalimdor dos perigos do novo mundo, Tyrande juntou uma força lutadora poderosa entre suas irmãs kaldoreis. Essas mulheres guerreiras e destemidas, altamente treinadas que se empenharam na defesa de Kalimdor vieram a ser chamadas de “As Sentinelas”. Embora elas preferissem patrulhar sozinhas as florestas sombrias do Vale Cinzento, elas fizeram muitos aliados que elas poderiam chamar quando tivessem alguma urgência.
O semi-deus Cenarius permaneceu por perto na Clareira da Lua do Monte Hyjal. Os filhos dele, conhecido como os Guardiões dos Bosques, ficavam vigiando os elfos noturnos e estavam sempre prontos para ajudar as Sentinelas a manter paz na terra. Até mesmo as filhas tímidas de Cenarius, as dryads, estavam aparecendo ao ar livre com mais freqüência.
A tarefa de policiar o Vale Cinzento manteve Tyrande ocupada, mas sem Malfurion ao lado dela, ela teve pouca alegria. Com o passar dos séculos, enquanto os druidas dormiam, ela cultivava seu medo de uma segunda invasão demoníaca. Ela não podia afastar a sensação de que a Legião Flamejante ainda estava lá fora, além da Grande Escuridão do céu, tramando sua vingança contra os elfos noturnos e o mundo de Azeroth.




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